eu reivindico a ilha, a insularidade tópica lda, a ilha ainda sem ulisses ou regressos nem tordilhões darwinistas, reivindico a ilha de nossa de cada dia , a ilha passárgada e sem névoas onde não somos amigo do rei, mas o rei à espera de reinar.
a ilha no meio do mar, sem mapa e sem nordeste, aquela ilha inteira e azul que só vejo às vezes, lá muito por detrás de onde eu penso, a ilha em gestação, nubente e arfante, leito morfológico da nossa nostalgia de mortais. a ilha imorredoira e sem tempo, dos cavalos alados e todos os bestiários.
reivindico a ilha verbal, a ilha que de tanto dizê-la começa a recortar-se, geológica e terrestre, por entre as sílabas de pensá-la, insinuante e alfabética, a ilha.
a ilha no meio do mar, sem mapa e sem nordeste, aquela ilha inteira e azul que só vejo às vezes, lá muito por detrás de onde eu penso, a ilha em gestação, nubente e arfante, leito morfológico da nossa nostalgia de mortais. a ilha imorredoira e sem tempo, dos cavalos alados e todos os bestiários.
reivindico a ilha verbal, a ilha que de tanto dizê-la começa a recortar-se, geológica e terrestre, por entre as sílabas de pensá-la, insinuante e alfabética, a ilha.
Sem comentários:
Enviar um comentário